'Chegue bem perto de mim. Me olhe, me toque, me diga qualquer coisa. Ou não diga nada, mas chegue mais perto. Não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada. Daqui a pouco você vai crescer e achar tudo isso ridículo. Antes que tudo se perca, enquanto ainda posso dizer sim, por favor, chegue mais perto.'
uma história confusa, caio
domingo, 28 de setembro de 2008
sábado, 27 de setembro de 2008
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
nós
eu quis te conhecer
mas tenho que aceitar
caberá
ao nosso amor o eterno ou o não dá
pode ser cruel a eternidade
eu ando em frente por sentir
vontade
eu quis te convencer
mas chega de insistir
caberá ao nosso amor o que há de vir
pode ser a eternidade má
caminho em frente
pra sentir
saudade
...
camelo, janta
mas tenho que aceitar
caberá
ao nosso amor o eterno ou o não dá
pode ser cruel a eternidade
eu ando em frente por sentir
vontade
eu quis te convencer
mas chega de insistir
caberá ao nosso amor o que há de vir
pode ser a eternidade má
caminho em frente
pra sentir
saudade
...
camelo, janta
entrei no mundo para ouvir insolência.
vivo fingindo que não vi, vivo fingindo que nem é comigo. mas é uma sequência de insolências, vindas de todos os lados. e ando me decepcionando e ficando triste com os lugares de onde essas coisas estão vindo. com o sangue frio com que estão sendo ditas.
as pessoas acham que precisam, realmente, me dizer as coisas. por vezes, eu até concordo que essas coisas precisam ser ditas... mas, e eu, como fico? tenho que ser uma muralha, cheia de segurança e de amor próprio, que vai aguentar tudo e se manter de pé?
tenho resistido a isso por muito tempo. mas não quero mais aguentar.
vivo fingindo que não vi, vivo fingindo que nem é comigo. mas é uma sequência de insolências, vindas de todos os lados. e ando me decepcionando e ficando triste com os lugares de onde essas coisas estão vindo. com o sangue frio com que estão sendo ditas.
as pessoas acham que precisam, realmente, me dizer as coisas. por vezes, eu até concordo que essas coisas precisam ser ditas... mas, e eu, como fico? tenho que ser uma muralha, cheia de segurança e de amor próprio, que vai aguentar tudo e se manter de pé?
tenho resistido a isso por muito tempo. mas não quero mais aguentar.
domingo, 21 de setembro de 2008
não adianta. fica sempre um buraco. e eu não consigo mais lidar com ele. não consigo.
agora, retiro o que eu sempre disse: acho que não sei jogar é o jogo da vida, em geral. e acho, também, que não dou conta de mudar. porque não consigo entender que o que faço está errado. eu tento agir da maneira como eu acho que deve ser. eu tento ser coerente comigo mesmo. não faço as coisas pensando que elas deveriam, na verdade, acontecer de outra forma. eu faço sempre o que acho que, sinceramente, é o melhor para... para todos.
é angustiante ver que esse jeito de pensar está errado. e é desanimador imaginar que tantas mudanças se fazem necessárias. porque, sinceramente, acho que estou no meu limite.
acho que preciso assumir, definitivamente, o meu egoísmo.
agora, retiro o que eu sempre disse: acho que não sei jogar é o jogo da vida, em geral. e acho, também, que não dou conta de mudar. porque não consigo entender que o que faço está errado. eu tento agir da maneira como eu acho que deve ser. eu tento ser coerente comigo mesmo. não faço as coisas pensando que elas deveriam, na verdade, acontecer de outra forma. eu faço sempre o que acho que, sinceramente, é o melhor para... para todos.
é angustiante ver que esse jeito de pensar está errado. e é desanimador imaginar que tantas mudanças se fazem necessárias. porque, sinceramente, acho que estou no meu limite.
acho que preciso assumir, definitivamente, o meu egoísmo.
domingo, 14 de setembro de 2008
sábado, 13 de setembro de 2008
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
(shadowplay)
to the centre of the city where all roads meet, waiting for you,
to the depths of the ocean where all hopes sank, searching for you,
i was moving through the silence without motion, waiting for you,
in a room with a window in the corner i found truth.
domingo, 7 de setembro de 2008
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Nos poços
Primeiro você cai num poço. Mas não é ruim cair num poço assim de repente? No começo é. Mas você logo começa a curtir as pedras do poço. O limo do poço. A umidade do poço. A água do poço. A terra do poço. O cheiro do poço. O poço do poço. Mas não é ruim a gente ir entrando nos poços dos poços sem fim? A gente não sente medo? A gente sente um pouco de medo mas não dói. A gente não morre? A gente morre um pouco em cada poço. E não dói? Morrer não dói. Morrer é entrar noutra. E depois: no fundo do poço do poço do poço do poço você vai descobrir quê.
(caio fernando)
(caio fernando)
terça-feira, 2 de setembro de 2008
as perspectivas
eu olho para frente e não vejo nada.
eu olho para os lados, e não vejo nada tampouco.
mas olho para trás e, de vez em quando, vejo sim coisas que me afagam o coração. quero entender que elas são o bastante. preciso entender.
eu olho para os lados, e não vejo nada tampouco.
mas olho para trás e, de vez em quando, vejo sim coisas que me afagam o coração. quero entender que elas são o bastante. preciso entender.
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