domingo, 31 de agosto de 2008

(não)

Choose Life. Choose a job. Choose a career. Choose a family. Choose a fucking big television, choose washing machines, cars, compact disc players and electrical tin openers. Choose good health, low cholesterol, and dental insurance. Choose fixed interest mortage repayments. Choose a starter home. Choose your friends. Choose leisurewear and matching luggage. Choose a three-piece suite on hire purchase in a range of fucking fabrics. Choose DIY and wondering who the fuck you are on a Sunday morning. Choose sitting on that couch watching mind-numbing, spirit-crushing game shows, stuffing fucking junk food into your mouth. Choose rotting away at the end of it all, pishing your last in a miserable home, nothing more than an embarrassment to the selfish, fucked up brats you spawned to replace yourself.

Choose your future.

Choose life.

(john hodge)

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

alala alala

I'm so worried.
I bought that posh clothing
but it still looks ugly.

Am I stupid?
I'm doing the talking
but I don't get nothing.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

come on baby in our dreams,

we can live our misbehavior

...

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

i´ve no idea what i am talking about

i´m trapped in this body and can´t get out

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

registrando

Ganimedes 76

Teu sorriso
olhinhos como margaridas negras

meu amor navegando na tarde
batidas de pêssego refletindo em seus olhinhos de
fuligem
cabelos ouriçados como um pequeno deus de salão
rococó
força de um corpo frágil como âncoras
gostei de você
eu também
amanhã então às 7
amanhã às 7
tudo começa agora num ritual lento & cercados de
gardênias de pano
Teu olhar maluco atravessa os relógios as fontes a tarde
de São Paulo como um desejo espetacular tão
dopado de coragem
marfim de teu sorriso nascosto fra orizzonti perduti
assim te quero: anjo ardente no abraço da Paisagem

Roberto Piva

domingo, 17 de agosto de 2008

Eu não acredito
em tudo que eu mais quero,
mas vivo a sonhar
com você a me beijar...
E essa dor
(que sara)
faz viver e acordar pra mim.

eu quero ver você dançar
em cima
de uma faca molhada de sangue
enfiada no meu coração
quero ver dançar
em cima de uma faca molhada de sangue

CADAPASSOFALSOQUEEUDISFARÇOENÃOPOSSOMAISSOFRER
EUNÃOCONSIGOMAISVIVERSEMTER,PODERRETALHAR,NÃOSEI
EUTELEVOETRAGOENÃOPASSOEESTÁTUDOBEM
TÁTUDOBEM
SEEUDESMONTOEDISFARÇOÉPORQUEVOCÊNÃOVEM
VOCÊNÃOVEM
MASSEUPEÇOERENOVOÉPORQUEEUTEQUEROBEM
TEQUEROBEM.

Faaca, Mombojó
então vamos voltar para o mundo real

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Parte 2

Na semana passada, quando decidi que viria a São Paulo, eu não entendia bem o porquê e nem o que seria a viagem. Eu sabia que queria outro lugar por alguns dias, para olhar para dentro.

Entre o dia em que decidi que a viagem aconteceria e hoje, que já estou em São Paulo, vejo que aconteceram coisas (choros, haha) o suficiente para que eu precise mais ainda olhar para dentro. Me escarafunchar. Se estar em um lugar diferente vai contribuir para isso, não sei. Mas estar longe, isso eu sei que desejo.

E, na viagem de lá pra cá, mais uma vez, fiquei surpreendido com essa luz que existe à noite. Não era pra ela existir.
=P

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

oh carência afetiva

terça-feira, 12 de agosto de 2008

sem salvação.

domingo, 10 de agosto de 2008

M E G A D R A M A M O D E O N

e aí, um tempo depois, você descobre que o problema é UNICAMENTE você.

filhadaputamente sozinho -- e emo, é claro.

ridículo.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

um dia o guilherme fez uma música pra mim

Num vacilo de viver
Preso ao que te mantém
Teu desejo, ainda que sem saber,
Perde o peso que detém

Como um muro contra a luz,
Não enxergas o porvir
A destreza da lacuna te seduz:
Convalesces do sentir

Céu de veludo e confetes no chão
Não vês que o mundo está na palma da tua mão?

Em tuas lutas contra ti
Fragmentos do penar
Em vão tentam, num acesso, discorrer:
Ser fiel é o que te trai

Se soubesses quem és tu
No plano em que não estás
O soluço que não sabes esconder
Poderia, enfim, cessar

Céu de veludo e confetes no chão
Não vês que o mundo está na palma da tua mão?
Perto dos outros, distante de ti
Censuras difusas não te deixam ser feliz
É como se eu estivesse com uma bola de ferro amarrada em um dos pés.

Para cada passo que dou, se me movo, se levo uma das pernas à frente, vem logo toda uma carga impossível atrás.

Às vezes me esqueço de que a bola de ferro existe. Ingênuo, movimento uma perna e, quando tento mover a outra, me surpreendo com aquele peso me prendendo. Por outras vezes – e essas são as mais difíceis – levo uma perna à frente com a consciência de que será praticamente impossível sair do lugar, pois a bola de ferro existe. Mas, ainda assim, tento. Invariavelmente isso machuca muito. Mas não acho que eu vá conseguir parar de tentar.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

bigmouth strikes again

terça-feira, 5 de agosto de 2008

eu olho pra frente e não vejo nada 2

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

eu olho pra frente e não vejo nada