There's no blood on my hands
I just do as I am told
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
sábado, 6 de dezembro de 2008
take it baby, you can have it all
If you want, want my love
Take it baby
If you want, want my heart
Take it baby
You can have it all
If you want, want my time
Take it baby
And if you want my last dime
Take it bay
You can have it all
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
terça-feira, 25 de novembro de 2008
, mas.
(...) tinha aquela história das camadas... De camadas que se dão a ver. Então. Hoje eu passei o dia todo com apenas a camada externa mais aparente. O problema é que, há alguns dias, ando percebendo que a camada mais interna brotou. Odeio aceitar que ela existe. E aí, dar a ver somente a parte mais de fora fica mais e mais difícil. Não que eu vá mostrar a parte de dentro, mas.
domingo, 23 de novembro de 2008
aceitando que sou privado de certas coisas
The times we had
Oh, when the wind would blow with rain and snow
Were not all bad
We put our feet just where they had, had to go
Never to go
The shattered soul
Following close but nearly twice as slow
In my good times
There were always golden rocks to throw
at those who admit defeat too late
Those were our times, those were our times
And I will love to see that day
That day is mine
When she will marry me outside with the willow trees
And play the songs we made
They made me so
And I would love to see that day
Her day was mine (hahahah)
(beirut, postcards from italy)
Oh, when the wind would blow with rain and snow
Were not all bad
We put our feet just where they had, had to go
Never to go
The shattered soul
Following close but nearly twice as slow
In my good times
There were always golden rocks to throw
at those who admit defeat too late
Those were our times, those were our times
And I will love to see that day
That day is mine
When she will marry me outside with the willow trees
And play the songs we made
They made me so
And I would love to see that day
Her day was mine (hahahah)
(beirut, postcards from italy)
domingo, 16 de novembro de 2008
acho que é post repetido.
Sim, deve ter havido uma primeira vez, embora eu não lembre dela, assim como não lembro das outras vezes, também primeiras, logo depois dessa em que nos encontramos completamente despreparados para esse encontro. E digo despreparados porque sei que você não me esperava, da mesma forma como eu não esperava você. Certamente houve, porque tenho a vaga lembrança - e todas as lembranças são vagas, agora -, houve um tempo em que não nos conhecíamos, e esse tempo em que passávamos desconhecidos e insuspeitados um pelo outro, esse tempo sem você eu lembro. Depois, aquela primeira vez e logo após outras e mais outras, tudo nos conduzindo apenas para aquele momento.
Às vezes me espanto e me pergunto como pudemos a tal ponto mergulhar naquilo que estava acontecendo, sem a menor tentativa de resistência. Não porque aquilo fosse terrível, ou porque nos marcasse profundamente ou nos dilacerasse - e talvez tenha sido terrível, sim, é possível, talvez tenha nos marcado profundamente ou nos dilacerado - a verdade é que ainda hesito em dar um nome àquilo que ficou, depois de tudo. Porque alguma coisa ficou. E foi essa coisa que me levou há pouco até a janela onde percebi que chovia e, difusamente, através das gotas de chuva, fiquei vendo uma roda-gigante. Absurdamente. Uma roda-gigante. Porque não se vive mais em lugares onde existam rodas-gigantes. Porque também as rodas-gigantes talvez nem existam mais. Mas foram essas duas coisas - a chuva e a roda-gigante -, foram essas duas coisas que de repente fizeram com que algum mecanismo se desarticulasse dentro de mim para que eu não conseguisse ultrapassar aquele momento.
De repente, eu não consegui ir adiante. E precisava: sempre se precisa ir além de qualquer palavra ou de qualquer gesto. Mas de repente não havia depois: eu estava parado à beira da janela enquanto lembranças obscuras começavam a se desenrolar. Era dessas lembranças que eu queria te dizer. Tentei organizá-las, imaginando que construindo uma organização conseguisse, de certa forma, amenizar o que acontecia, e que eu não sabia se terminaria amargamente - tentei organizá-las para evitar o amargo, digamos assim. Então tentei dar uma ordem cronológica aos fatos: primeiro, quando e como nos conhecemos - logo a seguir, a maneira como esse conhecimento se desenrolou até chegar no ponto em que eu queria, e que era o fim, embora até hoje eu me pergunte se foi realmente um fim. Mas não consegui. Não era possível organizar aqueles fatos, assim como não era possível evitar por mais tempo uma onda que crescia, barrando todos os outros gestos e todos os outros pensamentos.
Durante todo o tempo em que pensei, sabia apenas que você vinha todas as tardes, antes. Era tão natural você vir que eu nem sequer esperava ou construía pequenas surpresas para te receber. Não construía nada - sabia o tempo todo disso -, assim como sabia que você vinha completamente em branco para qualquer palavra que fosse dita ou qualquer ato que fosse feito. E muitas vezes, nada era dito ou feito, e nós não nos frustrávamos porque não esperávamos mesmo, realmente, nada. Disso eu sabia o tempo todo.
E era sempre de tarde quando nos encontrávamos. Até aquela vez que fomos ao parque de diversões, e também disso eu lembro difusamente. O pensamento só começa a tornar-se claro quando subimos na roda-gigante: desde a infância que não andávamos de roda-gigante. Tanto tempo, suponho, que chegamos a comprar pipocas ou coisas assim. Éramos só nós depois na roda gigante. Você tinha medo: quando chegávamos lá em cima, você tinha um medo engraçado e subitamente agarrava meu braço como se eu não estivesse tão desamparado quanto você. Conversávamos pouco, ou não conversávamos nada - pelo menos antes disso nenhuma frase minha ou sua ficou: bastavam coisas assim como o seu medo ou o meu medo, o meu braço ou o seu braço. Coisas assim.
Foi então que, bem lá em cima, a roda-gigante parou. Havia uma porção de luzes que de repente se apagaram - e a roda-gigante parou. Ouvimos lá de baixo uma voz dizer que as luzes tinham apagado. Esperamos. Acho que comemos pipocas enquanto esperamos. Mas de repente começou a chover: lembro que seu cabelo ficou todo molhado, e as gotas escorriam pelo seu rosto exatamente como se você chorasse. Você jogou fora as pipocas e ficamos lá em cima: o seu cabelo molhado, a chuva fina, as luzes apagadas.
Não sei se chegamos a nos abraçar, mas sei que falamos. Não havia nada para fazer lá em cima, a não ser falar. E nós tínhamos tão pouca experiência disso que falamos e falamos durante muito e muito tempo, e entre inúmeras coisas sem importância você disse que me amava, ou eu disse que te amava - ou talvez os dois tivéssemos dito, da mesma forma como falamos da chuva e de outras coisas pequenas, bobas, insiginificantes. Porque nada modificaria os nossos roteiros. Talvez você tenha me chamado de fatalista, porque eu disse todas as coisas, assim como acredito que você tenha dito todas as coisas - ou pelo menos as que tínhamos no momento.
Depois de não sei quanto tempo, as luzes se acenderam, a roda-gigante concluiu a volta e um homem abriu um portãozinho de ferro para que saíssemos. Lembro tão bem, e é tão fácil lembrar: a mão do homem abrindo o portãozinho de ferro para que nós saíssemos. Depois eu vi o seu cabelo molhado, e ao mesmo tempo você viu o meu cabelo molhado, e ao mesmo tempo ainda dissemos um para o outro que precisávamos ter muito cuidado com cabelos molhados, e pensamos vagamente em secá-los, mas continuava a chover. Estávamos tão molhados que era absurdo pensar em sairmos da chuva. Às vezes, penso se não cheguei a estender uma das mãos para afastar o cabelo molhado da sua testa, mas depois acho que não cheguei a fazer nenhum movimento, embora talvez tenha pensado.
Não consigo ver mais que isso: essa é a lembrança. Além dela, nós conversamos durante muito tempo na chuva, até que ela parasse, e quando ela parou, você foi embora. Além disso, não consigo lembrar mais nada, embora tente desesperadamente acrescentar mais um detalhe, mas sei perfeitamente quando uma lembrança começa a deixar de ser uma lembrança para se tornar uma imaginação. Talvez se eu contasse a alguém acrescentasse ou valorizasse algum detalhe, assim como quem escreve uma história e procura ser interessante - seria bonito dizer, por exemplo, que eu sequei lentamente seus cabelos. Ou que as ruas e as árvores ficaram novas, lavadas depois da chuva. Mas não direi nada a ninguém. E quando penso, não consigo pensar construidamente, acho que ninguém consegue. Mas nada disso tem nenhuma importância, o que eu queria te dizer é que chegando na janela, há pouco, vi a chuva caindo e, atrás da chuva, difusamente, uma roda-gigante. E que então pensei numas tardes em que você sempre vinha, e numa tarde em especial, não sei quanto tempo faz, e que depois de pensar nessa tarde e nessa chuva e nessa roda-gigante, uma frase ficou rodando nítida e quase dura no meu pensamento. Qualquer coisa assim: depois daquela nossa conversa - depois daquela nossa conversa na chuva, você nunca mais me procurou.
(do outro lado da tarde, c.f.a.)
Às vezes me espanto e me pergunto como pudemos a tal ponto mergulhar naquilo que estava acontecendo, sem a menor tentativa de resistência. Não porque aquilo fosse terrível, ou porque nos marcasse profundamente ou nos dilacerasse - e talvez tenha sido terrível, sim, é possível, talvez tenha nos marcado profundamente ou nos dilacerado - a verdade é que ainda hesito em dar um nome àquilo que ficou, depois de tudo. Porque alguma coisa ficou. E foi essa coisa que me levou há pouco até a janela onde percebi que chovia e, difusamente, através das gotas de chuva, fiquei vendo uma roda-gigante. Absurdamente. Uma roda-gigante. Porque não se vive mais em lugares onde existam rodas-gigantes. Porque também as rodas-gigantes talvez nem existam mais. Mas foram essas duas coisas - a chuva e a roda-gigante -, foram essas duas coisas que de repente fizeram com que algum mecanismo se desarticulasse dentro de mim para que eu não conseguisse ultrapassar aquele momento.
De repente, eu não consegui ir adiante. E precisava: sempre se precisa ir além de qualquer palavra ou de qualquer gesto. Mas de repente não havia depois: eu estava parado à beira da janela enquanto lembranças obscuras começavam a se desenrolar. Era dessas lembranças que eu queria te dizer. Tentei organizá-las, imaginando que construindo uma organização conseguisse, de certa forma, amenizar o que acontecia, e que eu não sabia se terminaria amargamente - tentei organizá-las para evitar o amargo, digamos assim. Então tentei dar uma ordem cronológica aos fatos: primeiro, quando e como nos conhecemos - logo a seguir, a maneira como esse conhecimento se desenrolou até chegar no ponto em que eu queria, e que era o fim, embora até hoje eu me pergunte se foi realmente um fim. Mas não consegui. Não era possível organizar aqueles fatos, assim como não era possível evitar por mais tempo uma onda que crescia, barrando todos os outros gestos e todos os outros pensamentos.
Durante todo o tempo em que pensei, sabia apenas que você vinha todas as tardes, antes. Era tão natural você vir que eu nem sequer esperava ou construía pequenas surpresas para te receber. Não construía nada - sabia o tempo todo disso -, assim como sabia que você vinha completamente em branco para qualquer palavra que fosse dita ou qualquer ato que fosse feito. E muitas vezes, nada era dito ou feito, e nós não nos frustrávamos porque não esperávamos mesmo, realmente, nada. Disso eu sabia o tempo todo.
E era sempre de tarde quando nos encontrávamos. Até aquela vez que fomos ao parque de diversões, e também disso eu lembro difusamente. O pensamento só começa a tornar-se claro quando subimos na roda-gigante: desde a infância que não andávamos de roda-gigante. Tanto tempo, suponho, que chegamos a comprar pipocas ou coisas assim. Éramos só nós depois na roda gigante. Você tinha medo: quando chegávamos lá em cima, você tinha um medo engraçado e subitamente agarrava meu braço como se eu não estivesse tão desamparado quanto você. Conversávamos pouco, ou não conversávamos nada - pelo menos antes disso nenhuma frase minha ou sua ficou: bastavam coisas assim como o seu medo ou o meu medo, o meu braço ou o seu braço. Coisas assim.
Foi então que, bem lá em cima, a roda-gigante parou. Havia uma porção de luzes que de repente se apagaram - e a roda-gigante parou. Ouvimos lá de baixo uma voz dizer que as luzes tinham apagado. Esperamos. Acho que comemos pipocas enquanto esperamos. Mas de repente começou a chover: lembro que seu cabelo ficou todo molhado, e as gotas escorriam pelo seu rosto exatamente como se você chorasse. Você jogou fora as pipocas e ficamos lá em cima: o seu cabelo molhado, a chuva fina, as luzes apagadas.
Não sei se chegamos a nos abraçar, mas sei que falamos. Não havia nada para fazer lá em cima, a não ser falar. E nós tínhamos tão pouca experiência disso que falamos e falamos durante muito e muito tempo, e entre inúmeras coisas sem importância você disse que me amava, ou eu disse que te amava - ou talvez os dois tivéssemos dito, da mesma forma como falamos da chuva e de outras coisas pequenas, bobas, insiginificantes. Porque nada modificaria os nossos roteiros. Talvez você tenha me chamado de fatalista, porque eu disse todas as coisas, assim como acredito que você tenha dito todas as coisas - ou pelo menos as que tínhamos no momento.
Depois de não sei quanto tempo, as luzes se acenderam, a roda-gigante concluiu a volta e um homem abriu um portãozinho de ferro para que saíssemos. Lembro tão bem, e é tão fácil lembrar: a mão do homem abrindo o portãozinho de ferro para que nós saíssemos. Depois eu vi o seu cabelo molhado, e ao mesmo tempo você viu o meu cabelo molhado, e ao mesmo tempo ainda dissemos um para o outro que precisávamos ter muito cuidado com cabelos molhados, e pensamos vagamente em secá-los, mas continuava a chover. Estávamos tão molhados que era absurdo pensar em sairmos da chuva. Às vezes, penso se não cheguei a estender uma das mãos para afastar o cabelo molhado da sua testa, mas depois acho que não cheguei a fazer nenhum movimento, embora talvez tenha pensado.
Não consigo ver mais que isso: essa é a lembrança. Além dela, nós conversamos durante muito tempo na chuva, até que ela parasse, e quando ela parou, você foi embora. Além disso, não consigo lembrar mais nada, embora tente desesperadamente acrescentar mais um detalhe, mas sei perfeitamente quando uma lembrança começa a deixar de ser uma lembrança para se tornar uma imaginação. Talvez se eu contasse a alguém acrescentasse ou valorizasse algum detalhe, assim como quem escreve uma história e procura ser interessante - seria bonito dizer, por exemplo, que eu sequei lentamente seus cabelos. Ou que as ruas e as árvores ficaram novas, lavadas depois da chuva. Mas não direi nada a ninguém. E quando penso, não consigo pensar construidamente, acho que ninguém consegue. Mas nada disso tem nenhuma importância, o que eu queria te dizer é que chegando na janela, há pouco, vi a chuva caindo e, atrás da chuva, difusamente, uma roda-gigante. E que então pensei numas tardes em que você sempre vinha, e numa tarde em especial, não sei quanto tempo faz, e que depois de pensar nessa tarde e nessa chuva e nessa roda-gigante, uma frase ficou rodando nítida e quase dura no meu pensamento. Qualquer coisa assim: depois daquela nossa conversa - depois daquela nossa conversa na chuva, você nunca mais me procurou.
(do outro lado da tarde, c.f.a.)
domingo, 2 de novembro de 2008
pura histeria, ou, primeiro post que deletarei quando eu começar a deletar posts
o quê que eu preciso fazer? andar com uma placa luminosa dependurada, e escrever nela 'PRECIS DE ATENÇÃO', com as letras garrafais? =P
e não estou falando de pegação. o problema já foi só pegação. o problema já foi só carência do tipo 'afetiva', sim. mas, puta merda! alguém, por favor, aparece pra perceber que eu existo? alguém aparece para me tratar com atenção? com algum carinho, e não só com cobrança? com dedicação a mim, e não só apontando o dedo na minha cara? com cuidado comigo, e não só recriminando minhas atitudes? ok, isso pode ser um exagero, ok, tem pessoas por aí atentas comigo. mas, deus, não tá na cara que tenho andado precisando de qualquer coisa? não dou conta mais de eu fazer por onde. não dou conta mais de carregar mais nada, porque eu preciso ser carregado inteiro. eu preciso falar. eu e aquele me pesadelo recorrente de tentar falar e não sair nada... será por que que ele acontece tanto? porque eu não acho gente para me ouvir. não é óbvio? e é só eu retornar nuns posts pra trás aí e ver: eu vivo minha vida para fazer por onde para os outros. e eu não recebo dos outros a atenção. eu não aguento mais, eu vou explodir. qualquer pessoa, por favor? será que eu vou ter que ir pra merda da terapia só para eu ter a garantia de um ouvido atento e disponível? vou ter que pagar pelo ouvido dos outros? e isso não é uma merda enorme? alôu, tem alguém aí? em qualquer lugar, qualquer pessoa, qualquer coisa, para eu poder falar e falar e falar e falar e reclamar e fazer quantos dramas eu quiser do jeito que eu quiser do tamanho que eu quiser durante o tempo que eu quiser e eu falar as merdas que eu quiser e as asneiras que eu quiser e contar que tenho medos e como foi o meu dia e ser ouvido com atenção e sem muitos julgamentos e com muita compreensão em geral.
acho que vou falar com o espelho.
e não estou falando de pegação. o problema já foi só pegação. o problema já foi só carência do tipo 'afetiva', sim. mas, puta merda! alguém, por favor, aparece pra perceber que eu existo? alguém aparece para me tratar com atenção? com algum carinho, e não só com cobrança? com dedicação a mim, e não só apontando o dedo na minha cara? com cuidado comigo, e não só recriminando minhas atitudes? ok, isso pode ser um exagero, ok, tem pessoas por aí atentas comigo. mas, deus, não tá na cara que tenho andado precisando de qualquer coisa? não dou conta mais de eu fazer por onde. não dou conta mais de carregar mais nada, porque eu preciso ser carregado inteiro. eu preciso falar. eu e aquele me pesadelo recorrente de tentar falar e não sair nada... será por que que ele acontece tanto? porque eu não acho gente para me ouvir. não é óbvio? e é só eu retornar nuns posts pra trás aí e ver: eu vivo minha vida para fazer por onde para os outros. e eu não recebo dos outros a atenção. eu não aguento mais, eu vou explodir. qualquer pessoa, por favor? será que eu vou ter que ir pra merda da terapia só para eu ter a garantia de um ouvido atento e disponível? vou ter que pagar pelo ouvido dos outros? e isso não é uma merda enorme? alôu, tem alguém aí? em qualquer lugar, qualquer pessoa, qualquer coisa, para eu poder falar e falar e falar e falar e reclamar e fazer quantos dramas eu quiser do jeito que eu quiser do tamanho que eu quiser durante o tempo que eu quiser e eu falar as merdas que eu quiser e as asneiras que eu quiser e contar que tenho medos e como foi o meu dia e ser ouvido com atenção e sem muitos julgamentos e com muita compreensão em geral.
acho que vou falar com o espelho.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
terça-feira, 14 de outubro de 2008
depois desse poema, o piva nunca mais saiu da minha vida
A Coréia é na Esquina
Assim não dá meu tesão
eu começo a sonhar com você todas as tardes
& você lá em Santos
comendo amendoim
vendo anjos nas cebolas do mercado
navios entram e saem do porto polidos
eu corto as veias & rego meu queijo de Minas
você me ama eu sei & me envaideço
amoras jorram a beleza anarquista de suas
coxas molhadas
o peixe-espada pode lhe declarar amor
eu penso nessas ilhas perfumadas
mas o caminho de volta eu só conto
a este urubu em carne viva
que grasna na sacada.
Assim não dá meu tesão
eu começo a sonhar com você todas as tardes
& você lá em Santos
comendo amendoim
vendo anjos nas cebolas do mercado
navios entram e saem do porto polidos
eu corto as veias & rego meu queijo de Minas
você me ama eu sei & me envaideço
amoras jorram a beleza anarquista de suas
coxas molhadas
o peixe-espada pode lhe declarar amor
eu penso nessas ilhas perfumadas
mas o caminho de volta eu só conto
a este urubu em carne viva
que grasna na sacada.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
domingo, 28 de setembro de 2008
inventando - parte 2
'Chegue bem perto de mim. Me olhe, me toque, me diga qualquer coisa. Ou não diga nada, mas chegue mais perto. Não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada. Daqui a pouco você vai crescer e achar tudo isso ridículo. Antes que tudo se perca, enquanto ainda posso dizer sim, por favor, chegue mais perto.'
uma história confusa, caio
uma história confusa, caio
sábado, 27 de setembro de 2008
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
nós
eu quis te conhecer
mas tenho que aceitar
caberá
ao nosso amor o eterno ou o não dá
pode ser cruel a eternidade
eu ando em frente por sentir
vontade
eu quis te convencer
mas chega de insistir
caberá ao nosso amor o que há de vir
pode ser a eternidade má
caminho em frente
pra sentir
saudade
...
camelo, janta
mas tenho que aceitar
caberá
ao nosso amor o eterno ou o não dá
pode ser cruel a eternidade
eu ando em frente por sentir
vontade
eu quis te convencer
mas chega de insistir
caberá ao nosso amor o que há de vir
pode ser a eternidade má
caminho em frente
pra sentir
saudade
...
camelo, janta
entrei no mundo para ouvir insolência.
vivo fingindo que não vi, vivo fingindo que nem é comigo. mas é uma sequência de insolências, vindas de todos os lados. e ando me decepcionando e ficando triste com os lugares de onde essas coisas estão vindo. com o sangue frio com que estão sendo ditas.
as pessoas acham que precisam, realmente, me dizer as coisas. por vezes, eu até concordo que essas coisas precisam ser ditas... mas, e eu, como fico? tenho que ser uma muralha, cheia de segurança e de amor próprio, que vai aguentar tudo e se manter de pé?
tenho resistido a isso por muito tempo. mas não quero mais aguentar.
vivo fingindo que não vi, vivo fingindo que nem é comigo. mas é uma sequência de insolências, vindas de todos os lados. e ando me decepcionando e ficando triste com os lugares de onde essas coisas estão vindo. com o sangue frio com que estão sendo ditas.
as pessoas acham que precisam, realmente, me dizer as coisas. por vezes, eu até concordo que essas coisas precisam ser ditas... mas, e eu, como fico? tenho que ser uma muralha, cheia de segurança e de amor próprio, que vai aguentar tudo e se manter de pé?
tenho resistido a isso por muito tempo. mas não quero mais aguentar.
domingo, 21 de setembro de 2008
não adianta. fica sempre um buraco. e eu não consigo mais lidar com ele. não consigo.
agora, retiro o que eu sempre disse: acho que não sei jogar é o jogo da vida, em geral. e acho, também, que não dou conta de mudar. porque não consigo entender que o que faço está errado. eu tento agir da maneira como eu acho que deve ser. eu tento ser coerente comigo mesmo. não faço as coisas pensando que elas deveriam, na verdade, acontecer de outra forma. eu faço sempre o que acho que, sinceramente, é o melhor para... para todos.
é angustiante ver que esse jeito de pensar está errado. e é desanimador imaginar que tantas mudanças se fazem necessárias. porque, sinceramente, acho que estou no meu limite.
acho que preciso assumir, definitivamente, o meu egoísmo.
agora, retiro o que eu sempre disse: acho que não sei jogar é o jogo da vida, em geral. e acho, também, que não dou conta de mudar. porque não consigo entender que o que faço está errado. eu tento agir da maneira como eu acho que deve ser. eu tento ser coerente comigo mesmo. não faço as coisas pensando que elas deveriam, na verdade, acontecer de outra forma. eu faço sempre o que acho que, sinceramente, é o melhor para... para todos.
é angustiante ver que esse jeito de pensar está errado. e é desanimador imaginar que tantas mudanças se fazem necessárias. porque, sinceramente, acho que estou no meu limite.
acho que preciso assumir, definitivamente, o meu egoísmo.
domingo, 14 de setembro de 2008
sábado, 13 de setembro de 2008
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
(shadowplay)
to the centre of the city where all roads meet, waiting for you,
to the depths of the ocean where all hopes sank, searching for you,
i was moving through the silence without motion, waiting for you,
in a room with a window in the corner i found truth.
domingo, 7 de setembro de 2008
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Nos poços
Primeiro você cai num poço. Mas não é ruim cair num poço assim de repente? No começo é. Mas você logo começa a curtir as pedras do poço. O limo do poço. A umidade do poço. A água do poço. A terra do poço. O cheiro do poço. O poço do poço. Mas não é ruim a gente ir entrando nos poços dos poços sem fim? A gente não sente medo? A gente sente um pouco de medo mas não dói. A gente não morre? A gente morre um pouco em cada poço. E não dói? Morrer não dói. Morrer é entrar noutra. E depois: no fundo do poço do poço do poço do poço você vai descobrir quê.
(caio fernando)
(caio fernando)
terça-feira, 2 de setembro de 2008
as perspectivas
eu olho para frente e não vejo nada.
eu olho para os lados, e não vejo nada tampouco.
mas olho para trás e, de vez em quando, vejo sim coisas que me afagam o coração. quero entender que elas são o bastante. preciso entender.
eu olho para os lados, e não vejo nada tampouco.
mas olho para trás e, de vez em quando, vejo sim coisas que me afagam o coração. quero entender que elas são o bastante. preciso entender.
domingo, 31 de agosto de 2008
(não)
Choose Life. Choose a job. Choose a career. Choose a family. Choose a fucking big television, choose washing machines, cars, compact disc players and electrical tin openers. Choose good health, low cholesterol, and dental insurance. Choose fixed interest mortage repayments. Choose a starter home. Choose your friends. Choose leisurewear and matching luggage. Choose a three-piece suite on hire purchase in a range of fucking fabrics. Choose DIY and wondering who the fuck you are on a Sunday morning. Choose sitting on that couch watching mind-numbing, spirit-crushing game shows, stuffing fucking junk food into your mouth. Choose rotting away at the end of it all, pishing your last in a miserable home, nothing more than an embarrassment to the selfish, fucked up brats you spawned to replace yourself.
Choose your future.
Choose life.
(john hodge)
Choose your future.
Choose life.
(john hodge)
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
alala alala
I'm so worried.
I bought that posh clothing
but it still looks ugly.
Am I stupid?
I'm doing the talking
but I don't get nothing.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
registrando
Ganimedes 76
Teu sorriso
olhinhos como margaridas negras
meu amor navegando na tarde
batidas de pêssego refletindo em seus olhinhos de
fuligem
cabelos ouriçados como um pequeno deus de salão
rococó
força de um corpo frágil como âncoras
gostei de você
eu também
amanhã então às 7
amanhã às 7
tudo começa agora num ritual lento & cercados de
gardênias de pano
Teu olhar maluco atravessa os relógios as fontes a tarde
de São Paulo como um desejo espetacular tão
dopado de coragem
marfim de teu sorriso nascosto fra orizzonti perduti
assim te quero: anjo ardente no abraço da Paisagem
Roberto Piva
Teu sorriso
olhinhos como margaridas negras
meu amor navegando na tarde
batidas de pêssego refletindo em seus olhinhos de
fuligem
cabelos ouriçados como um pequeno deus de salão
rococó
força de um corpo frágil como âncoras
gostei de você
eu também
amanhã então às 7
amanhã às 7
tudo começa agora num ritual lento & cercados de
gardênias de pano
Teu olhar maluco atravessa os relógios as fontes a tarde
de São Paulo como um desejo espetacular tão
dopado de coragem
marfim de teu sorriso nascosto fra orizzonti perduti
assim te quero: anjo ardente no abraço da Paisagem
Roberto Piva
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ganimedes 76,
roberto piva
domingo, 17 de agosto de 2008
Eu não acredito
em tudo que eu mais quero,
mas vivo a sonhar
com você a me beijar...
E essa dor
(que sara)
faz viver e acordar pra mim.
eu quero ver você dançar
em cima
de uma faca molhada de sangue
enfiada no meu coração
quero ver dançar
em cima de uma faca molhada de sangue
CADAPASSOFALSOQUEEUDISFARÇOENÃOPOSSOMAISSOFRER
EUNÃOCONSIGOMAISVIVERSEMTER,PODERRETALHAR,NÃOSEI
EUTELEVOETRAGOENÃOPASSOEESTÁTUDOBEM
TÁTUDOBEM
SEEUDESMONTOEDISFARÇOÉPORQUEVOCÊNÃOVEM
VOCÊNÃOVEM
MASSEUPEÇOERENOVOÉPORQUEEUTEQUEROBEM
TEQUEROBEM.
Faaca, Mombojó
em tudo que eu mais quero,
mas vivo a sonhar
com você a me beijar...
E essa dor
(que sara)
faz viver e acordar pra mim.
eu quero ver você dançar
em cima
de uma faca molhada de sangue
enfiada no meu coração
quero ver dançar
em cima de uma faca molhada de sangue
CADAPASSOFALSOQUEEUDISFARÇOENÃOPOSSOMAISSOFRER
EUNÃOCONSIGOMAISVIVERSEMTER,PODERRETALHAR,NÃOSEI
EUTELEVOETRAGOENÃOPASSOEESTÁTUDOBEM
TÁTUDOBEM
SEEUDESMONTOEDISFARÇOÉPORQUEVOCÊNÃOVEM
VOCÊNÃOVEM
MASSEUPEÇOERENOVOÉPORQUEEUTEQUEROBEM
TEQUEROBEM.
Faaca, Mombojó
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Parte 2
Na semana passada, quando decidi que viria a São Paulo, eu não entendia bem o porquê e nem o que seria a viagem. Eu sabia que queria outro lugar por alguns dias, para olhar para dentro.
Entre o dia em que decidi que a viagem aconteceria e hoje, que já estou em São Paulo, vejo que aconteceram coisas (choros, haha) o suficiente para que eu precise mais ainda olhar para dentro. Me escarafunchar. Se estar em um lugar diferente vai contribuir para isso, não sei. Mas estar longe, isso eu sei que desejo.
E, na viagem de lá pra cá, mais uma vez, fiquei surpreendido com essa luz que existe à noite. Não era pra ela existir.
=P
Entre o dia em que decidi que a viagem aconteceria e hoje, que já estou em São Paulo, vejo que aconteceram coisas (choros, haha) o suficiente para que eu precise mais ainda olhar para dentro. Me escarafunchar. Se estar em um lugar diferente vai contribuir para isso, não sei. Mas estar longe, isso eu sei que desejo.
E, na viagem de lá pra cá, mais uma vez, fiquei surpreendido com essa luz que existe à noite. Não era pra ela existir.
=P
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
terça-feira, 12 de agosto de 2008
domingo, 10 de agosto de 2008
M E G A D R A M A M O D E O N
e aí, um tempo depois, você descobre que o problema é UNICAMENTE você.
filhadaputamente sozinho -- e emo, é claro.
ridículo.
filhadaputamente sozinho -- e emo, é claro.
ridículo.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
um dia o guilherme fez uma música pra mim
Num vacilo de viver
Preso ao que te mantém
Teu desejo, ainda que sem saber,
Perde o peso que detém
Como um muro contra a luz,
Não enxergas o porvir
A destreza da lacuna te seduz:
Convalesces do sentir
Céu de veludo e confetes no chão
Não vês que o mundo está na palma da tua mão?
Em tuas lutas contra ti
Fragmentos do penar
Em vão tentam, num acesso, discorrer:
Ser fiel é o que te trai
Se soubesses quem és tu
No plano em que não estás
O soluço que não sabes esconder
Poderia, enfim, cessar
Céu de veludo e confetes no chão
Não vês que o mundo está na palma da tua mão?
Perto dos outros, distante de ti
Censuras difusas não te deixam ser feliz
Preso ao que te mantém
Teu desejo, ainda que sem saber,
Perde o peso que detém
Como um muro contra a luz,
Não enxergas o porvir
A destreza da lacuna te seduz:
Convalesces do sentir
Céu de veludo e confetes no chão
Não vês que o mundo está na palma da tua mão?
Em tuas lutas contra ti
Fragmentos do penar
Em vão tentam, num acesso, discorrer:
Ser fiel é o que te trai
Se soubesses quem és tu
No plano em que não estás
O soluço que não sabes esconder
Poderia, enfim, cessar
Céu de veludo e confetes no chão
Não vês que o mundo está na palma da tua mão?
Perto dos outros, distante de ti
Censuras difusas não te deixam ser feliz
É como se eu estivesse com uma bola de ferro amarrada em um dos pés.
Para cada passo que dou, se me movo, se levo uma das pernas à frente, vem logo toda uma carga impossível atrás.
Às vezes me esqueço de que a bola de ferro existe. Ingênuo, movimento uma perna e, quando tento mover a outra, me surpreendo com aquele peso me prendendo. Por outras vezes – e essas são as mais difíceis – levo uma perna à frente com a consciência de que será praticamente impossível sair do lugar, pois a bola de ferro existe. Mas, ainda assim, tento. Invariavelmente isso machuca muito. Mas não acho que eu vá conseguir parar de tentar.
Para cada passo que dou, se me movo, se levo uma das pernas à frente, vem logo toda uma carga impossível atrás.
Às vezes me esqueço de que a bola de ferro existe. Ingênuo, movimento uma perna e, quando tento mover a outra, me surpreendo com aquele peso me prendendo. Por outras vezes – e essas são as mais difíceis – levo uma perna à frente com a consciência de que será praticamente impossível sair do lugar, pois a bola de ferro existe. Mas, ainda assim, tento. Invariavelmente isso machuca muito. Mas não acho que eu vá conseguir parar de tentar.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
terça-feira, 5 de agosto de 2008
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
quinta-feira, 31 de julho de 2008
for the records it´s between you and i
i didn't take no shortcuts
i spent the money that i saved up
oh, momma running out of luck
but like my sister, don't give a fuck
i wanna steal your innocence
to me, my life, it don't make sense
your strange manners, I love 'em so
why won't you wear your new trench coat?
i should've worked much harder
i should've just not bothered
i never show up on weekdays
something that you learned yesterday
drive you to work; you'll be on time
your little problems, they're not yours, they´re mine
come on and listen to what i say
i've got some secrets that'll make you stay.
i just want to turn you down
i just want to turn you around
oh, you ain't never had nothin' I wanted, but
i want it all, i just can't figure out...
nothin´.
and all together it went well
we made pretend we were best friends
then she said, "oh, you're a freak,"
they ordered me to make mistakes
together again, like the beginning
it all works somehow in the end
the things we did, the things you hide
for the records it's between you and i.
oh, i didn't take no shortcuts
i spent the money that I saved up
oh, momma running out of luck
like my sister, don't give a fuck
i wanna steal your innocence
to me my life, it just don't make any sense
your strange manners, i love 'em so
why won't you wear your new trench coat?
i just want to misbehave, i just want to be your slave
oh, you ain't never had nothing i wanted, but
i want it all, i just can't figure out...
nothin'.
and all together it went well
we made pretend we were best friends
then she said, "oh, i can wait"
they ordered me to make mistakes
together again, like the beginning
it all works somehow in the end
the things we did, the things you hide
and for the records it's between you and i.
i spent the money that i saved up
oh, momma running out of luck
but like my sister, don't give a fuck
i wanna steal your innocence
to me, my life, it don't make sense
your strange manners, I love 'em so
why won't you wear your new trench coat?
i should've worked much harder
i should've just not bothered
i never show up on weekdays
something that you learned yesterday
drive you to work; you'll be on time
your little problems, they're not yours, they´re mine
come on and listen to what i say
i've got some secrets that'll make you stay.
i just want to turn you down
i just want to turn you around
oh, you ain't never had nothin' I wanted, but
i want it all, i just can't figure out...
nothin´.
and all together it went well
we made pretend we were best friends
then she said, "oh, you're a freak,"
they ordered me to make mistakes
together again, like the beginning
it all works somehow in the end
the things we did, the things you hide
for the records it's between you and i.
oh, i didn't take no shortcuts
i spent the money that I saved up
oh, momma running out of luck
like my sister, don't give a fuck
i wanna steal your innocence
to me my life, it just don't make any sense
your strange manners, i love 'em so
why won't you wear your new trench coat?
i just want to misbehave, i just want to be your slave
oh, you ain't never had nothing i wanted, but
i want it all, i just can't figure out...
nothin'.
and all together it went well
we made pretend we were best friends
then she said, "oh, i can wait"
they ordered me to make mistakes
together again, like the beginning
it all works somehow in the end
the things we did, the things you hide
and for the records it's between you and i.
domingo, 27 de julho de 2008
Escrevendo meu nome
retomando projeto de blog pelo motivo mais infantil: assisti a filminho e estou copiando a protagonista, hahaha.são duas histórias.
a primeira delas é que, há duas semanas, num acesso, deletei o meu fotolog. matei o kindergarten, que eu tinha desde 2005, sem pensar.
a segunda história é que ontem assisti ao 'nome próprio' e um dos dramas que esse filme disparou em mim foi me fazer perceber o quanto da minha história eu joguei pela descarga quando cancelei a minha conta do fotolog.
no filme soberbo de murilo salles, a personagem camila (fraca, odiável, infantil, ...) descarrega tudo em seu diário eletrônico. eu funcionava de maneira semelhante com o meu fotolog. cada evento que marcou os meus últimos três anos estava, de alguma maneira, retratado ali. e, sem ter a consciência plena do que eu estava fazendo, num só golpe acabei com tudo drasticamente. logo eu, que registro tudo o que acontece comigo. logo eu, que não consigo deletar um único email ou jogar um ingresso de cinema fora. agora olho para trás e vejo um buraco, com lembranças esparsas, que antes estavam devidamente anotadas. agora não estão mais.
começo o blog com a idéia de retomar esse registro. e isso interessa, acima de tudo, a mim mesmo.
mais.
- blog indicado para mim hoje mesmo, com boa crítica sobre o 'nome próprio'. cinemascópio.
- música trilha do filme, pelo porcas borboletas.
- blog atual da clarah averbuck.
*gosto do filme porque gosto da camila. porque ela está com as feridas à mostra para quem quiser ver.
*música, por hoje: 'language city', wolf parade
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