sexta-feira, 8 de agosto de 2008

um dia o guilherme fez uma música pra mim

Num vacilo de viver
Preso ao que te mantém
Teu desejo, ainda que sem saber,
Perde o peso que detém

Como um muro contra a luz,
Não enxergas o porvir
A destreza da lacuna te seduz:
Convalesces do sentir

Céu de veludo e confetes no chão
Não vês que o mundo está na palma da tua mão?

Em tuas lutas contra ti
Fragmentos do penar
Em vão tentam, num acesso, discorrer:
Ser fiel é o que te trai

Se soubesses quem és tu
No plano em que não estás
O soluço que não sabes esconder
Poderia, enfim, cessar

Céu de veludo e confetes no chão
Não vês que o mundo está na palma da tua mão?
Perto dos outros, distante de ti
Censuras difusas não te deixam ser feliz

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