É como se eu estivesse com uma bola de ferro amarrada em um dos pés.
Para cada passo que dou, se me movo, se levo uma das pernas à frente, vem logo toda uma carga impossível atrás.
Às vezes me esqueço de que a bola de ferro existe. Ingênuo, movimento uma perna e, quando tento mover a outra, me surpreendo com aquele peso me prendendo. Por outras vezes – e essas são as mais difíceis – levo uma perna à frente com a consciência de que será praticamente impossível sair do lugar, pois a bola de ferro existe. Mas, ainda assim, tento. Invariavelmente isso machuca muito. Mas não acho que eu vá conseguir parar de tentar.
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